"E nós? Quando jantamos?"
Passou 1 mês desde a nossa conversa e estávamos distantes. A partir daquele momento nunca mais existiu um abraço entre nós. As semanas passavam devagar e o desejo de estar nos teus braços crescia a cada dia. Não queria estar assim...não queria estar magoada contigo. Aliás não consigo. Enviei-te outra mensagem a dizer isso mesmo. Por mais que queira não consigo permanecer magoada contigo durante muito tempo e, por isso, à medida que as semanas foram passando o meu coração foi perdoando e tentando compreender a tua atitude, tentando compreender porque me negaste um abraço mas continuava a doer muito.
Alguns dias depois enviei-te uma mensagem a perguntar quando podias jantar comigo. Respondeste (milagre!) a dizer que nessa semana não conseguias, estavas muito ocupado.
Chegou Domingo e fui à missa. Mal nos olhámos. No fim, quando estava só eu e o D. a arrumar as coisas do coro, percebi que estavas a marcar coisas com o D. na tua agenda e, sem esperar, ouvi-te dizer:" E nós? Quando vamos jantar?". Fiquei muito surpreendida. Não esperava que te lembrasses que te tinha feito esse pedido. Sugeriste irmos almoçar na 4ª feira seguinte mas eu tinha consulta marcada com o meu psiquiatra e seria um dia complicado. Infelizmente era o único dia que tinhas disponível nessa semana. Passámos o jantar para a 4ª feira seguinte. Vimo-nos no Domingo mas nada dissemos sobre o assunto.
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